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JusBrasil - Política
21 de abril de 2014

Caminhada Ecológica Fogueteiro-Friburgo acontece neste domingo

Publicado por Prefeitura de Campinas (extraído pelo JusBrasil) - 2 anos atrás

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Monica Monteiro

Acontece neste domingo, dia 31, às 9h30, a 1ª Caminhada Ecológica do Circuito Fogueteiro-Friburgo, bairros rurais localizados na zona sudoeste da cidade. De origem centenária, formados por colônias de imigrantes suíços e alemães, os locais oferecem integração com a natureza, belas paisagens, acesso a fazendas que trabalham com o turismo rural e a oportunidade para adquirir produtos típicos fabricados artesanalmente com matéria-prima produzida nas próprias fazendas.

A Caminhada é uma promoção da Secretaria de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo, com o apoio de vários setores da Prefeitura. A mesma atividade já é desenvolvida nos Distritos de Sousas e Joaquim Egídio, obtendo grande receptividade tanto da população local quanto dos visitantes. Ampliando o projeto, a Secretaria inicia agora a programação na região do Fogueteiro e Friburgo, que já recebe um público crescente aos finais de semana.

Para o secretário da pasta, Rui Rabelo, as Caminhadas são uma forma de unir lazer e conhecimento. É um programa diferente, muito agradável, que pode unir famílias e amigos e ainda proporciona a descoberta de regiões da cidade que, muitas vezes, são pouco conhecidas pelos moradores dos bairros centrais, avalia. Ele destaca que a atividade também impulsiona o turismo rural e ajuda a criar novas oportunidades de trabalho e renda em áreas tradicionalmente agrícolas.

Guias da secretaria, orientados pelos técnicos do setor e municiados com dados históricos de prédios e monumentos que fazem parte do trajeto, desde a saída ao lado da Prefeitura até a chegada a Friburgo, acompanharão os participantes, fornecendo informações. Também farão parte da comitiva, dando apoio aos caminhantes, viaturas do Samu, Emdec, Guarda Municipal Rural e Sanasa, que disponibilizará copos de água.

Antes do início da caminhada, funcionários da secretaria de Esportes reunirão os inscritos para um alongamento, proporcionando aquecimento muscular e prevenindo distensões. Na chegada, os participantes serão recebidos com um buffet de sucos e frutas e com a apresentação de danças típicas alemãs.

Trajeto de 6,5 quilômetros

O percurso da Caminhada tem uma extensão aproximada de 6,5 quilômetros, ao longo da estrada que liga os dois bairros rurais. A estimativa é que o trajeto seja percorrido em cerca de uma hora e meia, a partir da saída do Sítio São José, em Fogueteiro, que já possui estrutura para receber visitantes e desenvolve ações de turismo rural.

Segundo a coordenadora de eventos da SMCIST, Adriana Scolfaro, o percurso é de média dificuldade, com subidas, descidas e poucas áreas de sombra. Por isso, é desaconselhada a participação de pessoas com problemas de saúde, dificuldade de locomoção e de animais. No entanto, todos poderão ir até o local e participar da confraternização nos pontos de saída e chegada.

A organização esperava perto de 500 participantes, mas recebeu mais de 800 inscrições. Aqueles que deram seus nomes antecipadamente receberão as camisetas do evento mediante a doação de dois quilos de arroz, feijão ou óleo. O material será recolhido pela Ceasa e encaminhado ao Banco de Alimentos.

No Sítio São José, os interessados poderão adquirir produtos fabricados no local, como pamonha, curau, doce de leite e queijo. Na chegada, as opções incluem produtos da cozinha alemã, como doces e tortas.

Acesso

A concentração para início da caminhada está marcada para 8h, no Sítio São José, localizado em Fogueteiro. A Secretaria está oferecendo quatro opções para acesso ao local. Na primeira, serão disponibilizados ônibus para levar os caminhantes ao ponto de encontro.

Os ônibus sairão da rua Barreto Leme, ao lado do Paço Municipal, às 7h30. Quem fez a inscrição antecipada recebeu bilhetes para acesso aos ônibus e permissão para estacionar os veículos particulares no estacionamento da Prefeitura. Ao final da caminhada, os ônibus estarão disponíveis para o percurso de volta à Prefeitura.

A segunda opção, também para quem se inscreveu previamente, permite deixar o carro particular, gratuitamente, no estacionamento Virapark, localizado na rodovia Santos Dumont. Haverá ônibus, com saída programada para 8h, para conduzir os caminhantes até o local do início do percurso. O ônibus também estará disponível para conduzir os inscritos ao final da caminhada.

Os caminhantes que preferirem ir até Fogueteiro, para início da caminhada, em condução própria, devem seguir pela rodovia Santos Dumont sentido Aeroporto de Viracopos até a rotatória e passar ao lado da torre de comando. Em seguida, pegar o retorno (sentido Campinas/São Paulo) e, do lado oposto ao da torre, entrar na estrada de terra à direita. Todo o trajeto estará sinalizado e haverá estacionamento gratuito no local.

A última opção é para quem quiser ir de veículo próprio até o ponto de chegada, no bairro Friburgo. O motorista deve seguir pela Avenida das Amoreiras, continuar pela Avenida Ruy Rodrigues, passar pelo Terminal Ouro Verde, Terminal Vida Nova e continuar na estrada, seguindo as placas de orientação da Caminhada Ecológica. A organização avisa que também haverá estacionamento gratuito no local e que este é o trajeto mais longo para quem não mora naquela região.

Bairros centenários

Material preparado por Mirza Pellicciotta, da Secretaria de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo, e disponibilizado aos guias, explica que a zona sudoeste de Campinas abriga dois bairros rurais de origem centenária: a antiga colônia alemã de Friburgo e uma parte da colônia suiça de Helvetia denominada Bairro Fogueteiro.

Friburgo

A pequena colônia agrícola de Friedburg (Friburgo) surgiu em Campinas entre 1864 e 1877, período no qual se reuniram famílias procedentes da região do Reno com duas famílias suiças originadas do Cantão de Berna e, entre os anos de 1870/1877, a outras famílias alemãs de Schleswig-Holstein (norte da Alemanha) recém saídas da Fazenda Sete Quedas.

Na condição de pequenos proprietários, estas famílias erigiram um núcleo comunitário que chamaram de Friedburg (Friburgo) e que se compunha de uma escola, de uma igreja luterana e, posteriormente, de um cemitério; ao redor do núcleo, as mesmas famílias dariam início à produção de batatas, milho, verduras, a criação de animais e a comercialização de ovos e derivados de leite que ofereciam pelo menos uma vez por semana na cidade. Deste núcleo originaram-se também novas colônias agrícolas em Monte Mor, Elias Fausto, Cruz Alta e Bauru (Weber, 1989)

No curso das últimas décadas, a diretoria da Sociedade Escolar do Bairro Friburgo (SEBF) passou a buscar meios de resgatar e preservar a memória e a história da comunidade, dando início - há cerca de 15 anos - a um projeto de pesquisa orientado pelo Centro de Memória da Unicamp, que redundaria em ações fundamentais. Desta trajetória nasceu um calendário de eventos, além de grupos folclóricos. A Sociedade também passou a promover cursos relacionados com a cultura e especialidades da gastronomia alemã, e com atividades rurais, em alguns casos, em parceria com o Sindicato Rural de Campinas, orientando-se sempre pelo propósito de manter laços como condição de manter viva a história de Friburgo.

Na atualidade, o bairro conta com aproximadamente 25 famílias diretamente envolvidas com a produção de leite, carne, madeira, uva, milho, além de atividades turísticas em etapa preliminar (pesqueiro, educação ambiental e lazer. Por fim, o desenvolvimento das atividades turísticas tende a crescer na comunidade e já foram dados os primeiros passos. A parceria hoje estabelecida entre o DETUR e o bairro de Friburgo visa construir um modelo de desenvolvimento turístico capaz de atender a estas diversas condições.

Fogueteiro

À semelhança de Friburgo, o núcleo rural do Fogueteiro foi formado por famílias de origem suíça, em sua maioria, reunidas na colônia de Helvétia, em Indaiatuba. Entre as famílias, os Abacherly dão continuidade às tradições rurais no Sítio São José cultivando uva, morango, café, milho doce (variedade americana), criando animais e produzindo doces e queijos. A rotina diária só é interrompida em função dos cultos religiosos, atividades e festas tradicionais da colônia de Helvetia.

A fazenda Estiva também pertence há mais de cem anos à família Ming; o Sr. Leão Ming chegou da Suíça em 1887 e adquiriu a fazenda em 1895, então com 60 alqueires formados basicamente de café. Nela criou lavouras (milho, feijão, arroz) e com um único cavalo, passou a comercializar, com sua família, o excedente da produção na cidade.

No curso do tempo e em meio às geadas (que em 1919 destruiu metade da colheita), crises econômicas (em particular, a de 1929) e dificuldades, os Ming conseguiram preservar cerca de 30 mil pés de café, bem como manter de forma contínua a produção de batatas, cereais e criação de gado. Na atualidade, esta família já em sua terceira geração conta com 115 alqueires (sendo 20 de café) e produz uva de mesa (Niágara), milho, feijão, batata e cria gado.

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